A Marvel se recusa a enterrar o Universo Ultimate e anuncia “Reborn: Ultimate Impact”

 


Quando a Marvel sinaliza o fim do Universo Ultimate, ela não está exatamente dizendo adeus. Está, na verdade, espalhando suas ideias mais instáveis, perigosas e politicamente explosivas por todo o Universo Marvel. É nesse espírito que nasce Reborn: Ultimate Impact, nova minissérie em cinco edições que estreia após os eventos de Ultimate Endgame, previsto para abril.

A série funciona como um desdobramento direto de Ultimate Spider-Man: Incursion e deixa claro que o legado do Ultimate não será encerrado com um simples ponto final. Pelo contrário. Ele vai contaminar tudo ao redor. O roteiro fica nas mãos de Chris Condon, conhecido por seu trabalho em Ultimate Wolverine, com arte de Stefano Caselli, que já deixou sua marca em Ultimate Black Panther. A trama retoma a jornada de Miles Morales após seu retorno ao universo principal da Marvel. Ele não volta sozinho. Carrega consigo artefatos enigmáticos conhecidos como Caixas de Origem. Essas caixas são, essencialmente, o DNA do Universo Ultimate. Criadas originalmente pelo Criador como uma forma de sabotar o heroísmo “destinado” de certos personagens, elas contêm tudo o que é necessário para conceder poderes específicos. Não se trata apenas de força ou habilidades. Trata-se de identidade, de destino, de quem merece ser herói e de quem acaba se tornando vilão. O problema é óbvio. Em um universo desigual, violento e em permanente disputa por poder, quem controla essas caixas controla o futuro. Uma prévia apresentada em Miles Morales: Spider-Man #42 deixa claro que a corrida por esses artefatos já começou. Forças sombrias se aproximam de Miles, enquanto as Caixas de Origem se espalham pelo Universo Marvel como sementes lançadas ao acaso. O resultado promete ser inquietante. Personagens com poderes familiares podem surgir, mas seguir caminhos completamente distintos daqueles que o leitor já conhece. As Caixas também não ficam restritas a essa minissérie. Elas terão papel central na próxima grande saga da editora, Armageddon, que começa com Wolverine: Weapons of Armageddon, de Chip Zdarsky e Luca Maresca. Ou seja, o impacto do Ultimate não é localizado. Ele é estrutural. Com as consequências do fim do Universo Ultimate ainda ecoando, Miles Morales se vê no centro de um conflito de escala universal. Sua missão é simples na teoria e impossível na prática: impedir que as Caixas de Origem caiam nas mãos erradas. O caminho até lá, porém, envolve o surgimento de novos heróis, novos vilões e a promessa de uma reorganização profunda do Universo Marvel como o conhecemos. Chris Condon afirmou estar empolgado com o projeto e destacou a chance rara de explorar universos colidindo de maneira criativa, além de construir personagens e cenários que não sejam descartáveis. Segundo ele, trabalhar com Stefano Caselli e o editor Tom Groneman tem sido uma experiência intensa e divertida, algo que ele espera que os leitores sintam ao folhear cada edição. A Marvel já divulgou a capa de Reborn: Ultimate Impact #1, ilustrada por Ben Harvey, e promete revelar em breve quem são os novos personagens que nascerão desse caos cuidadosamente planejado. Se o Universo Ultimate está morrendo, a Marvel faz questão de garantir que ele leve muita coisa junto. E talvez, no processo, revele que algumas ideias deveriam mesmo ser perigosas demais para permanecerem enterradas.



Postar um comentário